sábado, 23 de fevereiro de 2013

Curiosidades sobre torcedores

Às vezes me pergunto: por que alguns fãs de esporte não escolhem um time? Como eles conseguem permanecer neutros? Eles estariam perdendo alguma coisa? Essas perguntas rodeiam minha cabeça a cada tanto quando vejo meu namorado, um fanático de futebol jogar (e se matar) pelo menos duas vezes na semana e assistindo aos jogos do seu time de coração. Em comparação com meu irmão que joga (e muito bem), mas que não acompanha nenhum time de futebol em especial. Quem não começou a fazer um esporte por conta da prática viciante de torcer por um time? Como aproveitar melhor o tempo em companhia dos amigos e com afinidades em comum? Pois bem, o esporte é uma porta aberta para se socializar nos dias de hoje, inclusive compartilhar paixões. E tem ainda aqueles que escolheram (ou praticamente foram incumbidos de torcer) o mesmo time dos pais por exemplo, ou de alguém do grupo familiar. Praticamente nasceram com o estigma de um time, de um esporte, de um gosto. Mas a pergunta é: por que tem aqueles fanáticos por esportes que insistem em não escolher um time para chamar de seu? Como eles conseguem? A resposta não precisa ser válida, já que estamos falando de gostos, mas para muitos de nós aquele sentimento de pertencer torna o contexto mais importante. Eles até podem parecer torcedores mais sofisticados, podem notar melhor algumas táticas e evitar as conspirações irracionais de um fanático. Mas penso que eles estão perdendo a premissa inicial de assistir um esporte: ver seu time ganhar troféus, de preferência contra grandes rivais. Meu irmão já foi inúmeras vezes ao estádio, conhecer, torcer, rir e estudar melhores estratégias de futebol , mesmo com suas lentes de hipermetropia, ele nunca deixou de assistir a alguma disputa decisiva, mesmo que fosse entre times do norte do país ou do sul.